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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Manuscrito mais antigo dos Dez Mandamentos é exposto em museu de Nova York



O manuscrito mais antigo dos Dez Mandamentos está em exposição no Museu Discovery em Nova Iorque, Estados Unidos, desde o dia 16 de dezembro. O escrito é um autêntico manuscrito confeccionado de papiro entre os anos de 150 e 100 antes de Cristo. Escrito em hebreu o texto tem mais de 2.000 anos e mede cerca de 45 centímetros de comprimento e 7 centímetros de largura.

 De acordo com a curadora da Autoridade Israelense de Antiguidades, Tatiana Treiger, essa é a terceira vez que o manuscrito sai de Israel. “É um pergaminho de material orgânico. Esta é a terceira vez que ele sai de Israel. Esteve em Toronto, Austrália e agora está em Nova Iorque”, disse ela para a agência AFP.
 O texto pertence a uma mostra de documentos antigos que formam os manuscritos do Mar Morto, onde mais de 500 artefatos foram encontrados e estão em exposição na cidade até o dia 15 de abril.

 Mas o pergaminho com os Dez Mandamentos ficará em exposição apenas até o dia 2 de janeiro. Em um comunicado o Museu Discovery explicou  que esse documento foi encontrado em 1954 em uma covas próximas ao Mar e que pesquisadores encontraram mais de 900 rolos entre os anos 40 e 50.

 É a primeira vez que um manuscrito que contém trechos do livro de Deuteronômio passa por Nova Iorque. E este é ainda um dos únicos manuscritos com os Dez Mandamentos que ainda existe e seu texto fala sobre as regras para construir uma sociedade com fé e princípios morais.

 O estado do manuscrito é “excepcional” segundo o museu nova-iorquino que ressalta que mesmo sendo feito de material frágil, continua em bom estado de conservação. Acredita-se que esses textos foram escritos por membros da seita dos essênios, que dividiram o judaísmo e viviam na zona de Qumram, no deserto de Israel.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Caverna na França pode ser ´prova´ da existência da Arca de Noé


Imagens de animais em situações “não naturais”, onde carnívoros e herbívoros andam lado a lado e todos parecem hipnotizados. Seria essas pinturas encontradas em uma caverna na França o relato mais antigo e definitivo sobre a Arca de Noé descrita na Bíblia?

 As cavernas de Chauvet, chamadas de “cavernas dos sonhos esquecidos” foram descobertas em 1994.  Alguns estudiosos acreditam que as pinturas rupestres têm mais de 20 mil anos.

 Os animais são mostrados saindo de um lugar retangular, ligeiramente inclinado e escuro como breu. Segundo os relatos do Livro de Gênesis capítulo 6, a Arca de Noé era retangular coberta por uma camada de piche (ou breu) que servia como isolante.

 A caverna tem vista para a Pont d’Arc (ponte do arco-íris), a ponte natural mais alta da Europa. Deus fez um pacto de nunca mais inundar a terra que foi confirmado por um “arco-íris” em Gênesis 9.13.  Dentro da caverna existe uma espécie de altar sacrificial, e a Bíblia fala que uma das primeiras coisas que Noé fez foi erguer um altar e sacrificar animais a Deus (Gn 8.20).

 Cientistas que tiveram acesso às cavernas dizem se tratar de uma cena de caça, mas é improvável, pois se vê um rinoceronte (herbívoro) atrás de leões. As dificuldades de explicar as cenas desse imenso mural fizeram com que eles o dividissem em três grandes temas: “Painel do rinoceronte”; “painel do cavalo ‘ e ‘painel dos leões”.

Os desenhos nas paredes mostram 13 variedades de animais, alguns deles inclusive já estão extintos. O que intriga os pesquisadores é como algum homem primitivo que fez os desenhos pudesse conhecer tantos animais diferentes, que não eram encontrados naquela região.  Acredita-se que os desenhos só foram conservados porque a entrada da caverna foi fechada por um desmoronamento e ficou milênios selada, sem ligação com o mundo exterior.

 As cavernas de Chauvet possuem uma variedade de ossos de animais, incluindo dois esqueletos de cavalos, e muitos de ursos, mas não foram encontrados ossos humanos. Noé também plantou uma vinha (Gn 9.20) e ainda hoje há um belo vinhedo em frente à caverna.

 Os mais céticos dirão que existe uma explicação razoável para todos esses fatos. Mas o mistério continua. O relato bíblico aponta que a arca desceu no monte Ararate, atual Turquia, bem longe da França.

 Mesmo que sejam apenas coincidências, com o relato bíblico, depois de terem encontrado a caverna, o governo francês fechou o acesso, permitindo apenas que um pequeno número de cientistas entrasse lá regularmente.

 Ainda há muito para ser dito sobre essa que é a mais antiga “galeria de arte” conhecida. O cineasta Werner Herzog fez um documentário sobre o lugar chamado “Caverna dos Sonhos esquecidos” que mostra parte da caverna e de sua história.

 Boa parte dessa nova discussão sobre as imagens encontradas na caverna e sua ligação com o relato do Antigo Testamento devem-se ao lançamento recente do livro “God´s Steed” que aborda o assunto. A questão também foi tratada na edição de novembro da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, onde um artigo sobre a análise do DNA das tintas usadas na arte rupestre confirmam a datação de mais de 25 mil anos.

Fonte: Gospel Prime