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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

´Prefiro morrer como cristã do que sair da prisão sendo muçulmana´, diz paquistanesa

 
Condenada a morte desde 2010, a paquistanesa Asia Bibi continua aguardando a decisão final para saber se será ou não enforcada por cometer o crime de blasfêmia. A cristã de quase 40 anos se envolveu em uma discussão religiosa com mulheres muçulmanas quando saía do trabalho.
 
 Suas colegas tentavam forçá-la a voltar a servir Ala, mas Asia rebateu usando frases que foram entendidas como ofensivas: “Jesus está vivo, mas Maomé morto. O nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus. Maomé não é real. Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé, o que fez por vocês?”.
 
A polícia foi chamada e em 8 de novembro de 2010 Asia Bibi se tornou a primeira mulher a ser condenada à pena de morte por enforcamento no Paquistão, um crime que já condenou 45 pessoas nos últimos anos sendo que 43 destes já foram executados.
 
 Há poucas informações sobre Asia, também chamada de Aasiya Noreen, mas o Portas Abertas relembra que duas pessoas já morreram por tentar defendê-la da morte, entre elas o Salman Taseer, muçulmano liberal, ex-governador da província de Punjab, ele foi assassinado pelo seu guarda pessoal depois que se manifestou em defesa da mulher.
 
 O site do Portas Abertas pede para que os cristãos enxerguem Asia Bibi não como uma mulher condenada, mas como uma esposa, mãe que está proibida de conviver com sua família. “Asia não é apenas uma pobre figura atrás das grades. Ela é uma mulher, uma esposa, uma mãe, uma irmã, e uma filha. A Igreja que ora por ela precisa se lembrar que ela é uma mulher real, e que tudo o que enfrenta no seu cotidiano é real”.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Evangelista é morto a tiros no Paquistão



Um evangelista foi morto a tiros na quarta-feira por um atirador não-identificado no qual sua família acredita ser um membro de um grupo radical muçulmano que tem como principal alvo os cristãos.

 Zahid Jameel, 25 anos, disse ao Compass que seu pai, Jameel Saawan, e um ajudante estavam abrindo as portas da sua loja de comésticos na área de Gulshan-e-Iqbal, no centro comercial de Karachi, Paquistão, na manhã de quarta-feira, quando um jovem apareceu e disparou contra seu pai.

 O assassino fugiu em uma motocicleta na qual duas pessoas estavam esperando e vigiando o que estava acontecendo, disse Zahid. “Acreditamos que meu pai foi morto por causa da pregação da Bíblia, porque não existe outra razão”, disse ele.

 Seu pai não havia comentando nada de ter recebido ameaças nas últimas semanas, apesar de ter recebido após ter manifestado desejo de começar uma organização de bem-estar para os cristãos pobres na região de Karachi.

 Apesar de receber as ameaças e telefonemas intimidadores, Zahid disse que seu pai continuou a pregar e foi muito respeitado na comunidade cristã como um exemplo de perseverança e coragem.
“Vivemos em um apartamento alugado e nossas lojas também são de locação. Não temos propriedade e não temos inimigos, por isso estamos chocados com o homicídio”, disse ele. “Não foi um simples roubo, porque o assassino andou na direção do meu pai e disparou contra ele.”

Zahid disse que sua mãe está em estado de choque após a morte de seu pai, assim como suas três irmãs e seu irmão mais velho, Shahid. “Nosso pai foi morto a tiros sem existir nenhuma razão para isso.”

Jameel Saawan e sua família se mudaram para Karachi há 10 anos. Segundo seu filho, seu pai havia dito que estava na hora dele começar a transmitir as boas novas para todos que ele conhecia. Mas Zahid disse que seu pai nunca entrou em discussões sobre isso. Todas as tardes, seu pai fazia visitas para pessoas e compartilhava do Evangelho.

 Por ter uma vida extremamente dedicada ao evangelismo, autoridades continuam com a ideia de que a morte de Jameel teve um motivo religioso por trás.

 Fonte: Portas Abertas

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cristãos entram na justiça para construir templo no Paquistão



A igreja é um edifício retangular simples, decorado com arcos e algumas torres. Dezenas de vitrais coloridos retratam o sofrimento de Jesus Cristo, enquanto as paredes internas são pintadas de branco.

 Nada de muito diferente da maioria das igrejas cristãs do mundo. A questão é que essa fica no Paquistão, país que conseguiu sua independência da Índia em 1947, justamente por causa da religião.

 Os líderes do país queriam formar um Estado muçulmano liberal, onde os direitos das minorias seriam protegidos, embora a Constituição proíba um cristão de ser primeiro-ministro ou presidente. Mas os grupos islâmicos sempre dominaram o país e a liberdade religiosa é quase inexistente.

 Nos últimos 10 anos, a ascensão da Al Qaeda e a militância Talibã aumentaram a perseguição aos cristãos, com atentados e tiroteios constantes. Em março deste ano, militantes mataram Shahbaz Bhatti, o único ministro cristão no governo, numa demonstração que irão continuar usando as leis de blasfêmia para perseguir os que não seguem o Islã.

 Mesmo assim, a cada domingo centenas correram para a igreja,vestidos com suas melhores roupas, mas tiram os sapatos na entrada e sentam no chão, costume islâmico adotado por algumas igrejas do país. Eles cantam hinos ao som de um piano e um ‘dhol’, um tambor tradicional.

 A pequena comunidade cristã do Paquistão conseguiu o que parecia impossível, recebeu autorização para construir uma igreja nova e um prédio anexo de três andares. Ela está localizada na maior favela do país e foi inaugurada este mês. A cidade de Karachi agora tem uma verdadeira catedral, que pode abrigar em torno de 5.000 pessoas sentadas, afinal eles não usam bancos nem cadeiras nos templos.
 A igreja levou 11 meses para ser construída e custou US$ 3,8 milhões, levantados a partir de pequenas ofertas dos membros e diversas doações vindas de todo o mundo, explica Saleh Diego, que lidera a congregação.

 As leis do país dificultam ao máximo a construção de templos não muçulmanos. Para ser construída, foi necessário primeiro colocar abaixo a antiga igreja que ficava naquele local, o distrito de Azam Basti, favela onde moram cerca de 15.000 cristãos.

  “Havia tantas pessoas aqui que não era mais possível acomodá-los aos domingos. Alguns ficavam sentados na parte de trás, alguns em pé, algumas do lado de fora”, lembra Diego. ”Agora todos nós, cerca de 5.000 pessoas, podemos orar e adorar o Senhor juntos, e realmente compartilhar e fortalecer a nossa fé.”

Em alguns países predominantemente muçulmanos, como Egito e Indonésia, a construção de novas igrejas pode desencadear tensões e até mesmo violência, mas no Paquistão ainda não há sinais de violência contra o prédio novo.

“Nós tivemos alguma oposição no início”, disse um missionário que vive legalmente e trabalha no Paquistão há muitos anos. Ele se recusou a dar seu nome por razões de segurança. ”Se colocarmos uma cruz grande podemos esperar que os habitantes locais nos criem alguns problemas. Por isso, precisamos ir com calma”.

No Paquistão, os cristãos são cerca de 5% da população de 180 milhões de pessoas. Tendem a viver em guetos de extrema pobreza, muitas vezes separados de seus vizinhos muçulmanos por muros altos. Os cristãos do Paquistão enfrentam problemas bem específicos. A maioria é  descendente de hindus que se converteram ao cristianismo. Eles ainda fazem o mesmo trabalho de seus antepassados: varrem as ruas, são empregadas domésticas ou fazem algum trabalho braçal.

 Por causa da perseguição, há poucas diferenças entre católicos romanos e protestantes. Em alguns casos, eles compartilham os mesmos espações de adoração. Uma igreja como essa, com cinco mil lugares é realmente uma bênção para a comunidade cristã local. É uma vitória e um sinal da resistência de uma fé que há muito sofre diariamente a discriminação.

 Saleh Diego, um dos sacerdotes cristãos do lugar, se preocupa com o radicalismo crescente, mas explica: “A perseguição faz parte do cristianismo. Então, somos fiéis na perseguição e permanecemos fiéis mesmo em meio ao sofrimento”.

Fonte: Creio com informações Washington Post