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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Pesquisa revela que evangélicos não conhecem as doutrinas básicas de sua igreja

 
Um estudo realizado pelo Instituto LifeWay Research revela que enquanto boa parte dos evangélicos têm uma boa compreensão dos ensinamentos doutrinários de suas igrejas, muitos cristãos tem dificuldade em explicar sua fé.
 
Na pesquisa, cristãos batizados foram questionados sobre a salvação, Bíblia e a natureza de Deus, questionamentos que podem confundir muitos cristãos. Quando perguntados “Quando você morrer, irá para o céu pois confessou seus pecados e aceitou Jesus Cristo como seu Salvador?”, 19% das pessoas entrevistadas responderam que não tem certeza, e 26% dos entrevistados acreditam que “se uma pessoa está sinceramente buscando a Deus, poderá obter a vida eterna através de outras religiões além do cristianismo”.
 
Também foram feitas perguntas como: “Quando você morrer, irá para o céu porque fez o melhor possível para ser uma boa pessoa e viver uma boa vida?”. 7% das pessoas responderam que sim, e apenas 5% concordam que “não tem como saber oque irá acontecer depois de sua morte”.
 
Quando ouviram a afirmação “Quando você morrer irá para o céu porque você leu a Bíblia, se envolveu na igreja, e tentou viver como Deus queria que você vivesse”, apenas 2% dos cristãos concordaram e há somente 1% destes entrevistados que não acreditam na vida após a morte.
 
Quando questionados sobre a singularidade do Deus da Bíblia, 12% das pessoas não sabiam responder se havia diferença entre ele e os deuses descritos por outras religiões. Ao serem perguntados sobre o pecado, 13% dos evangélicos não sabem dizer se é necessária uma punição para os pecadores.
 
“Se as igrejas fizeram uma avaliação do que seus membros pensam sobre estas verdades bíblicas, muitos ficariam surpresos ao descobrir como as doutrinas básicas são ignoradas ou questionadas”, disse o líder da LifeWay, o pastor Ed Stetzer. “Cada igreja tem uma combinação diferente do número de discípulos maduros e de bebês espirituais que ainda necessitam compreender a mensagem básica do Evangelho”, completou.
 
Ele explica que a LifeWay tem feito esse tipo de pesquisa pois acredita que o discipulado é um processo que deve ajudar cada pessoa a crescer em sua jornada espiritual. Mesmo assim, a maioria das igrejas tem deixado de lado a Escola Bíblica ou os chamados “cultos de doutrina”, preferindo focar nos “cultos da família” ou em eventos.
 
Essa pesquisa ouviu 2.930 adultos que são membros de uma igreja evangélica e frequentam os cultos no mínimo uma vez por mês. A margem de erro é de 1,8 por cento para mais ou para menos.  Com informações BP News.
 
Autor: Jarbas Aragão 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Classe C está inserida nas igrejas evangélicas


Crescimento deste público também tem impacto nas igrejas evangélicas.

A Classe C expandiu-se no Brasil em 2011. Com 54% da população, segundo pesquisa do Cetelem, a camada social recebeu 2,7 milhões de brasileiros em 2011, vindos da classe DE. Hoje, 103 milhões de pessoas fazem parte dessa classe social. O crescimento deste público também tem impacto nas igrejas evangélicas.

 O país vive um bom momento econômico com o aumento da oferta de empregos e a política de concessão facilitada de crédito aos trabalhadores. Edgard Menezes, economista e colunista da Consumidor Cristão, diz que a ascensão foi da população que pertencia a classe D, devido o aumento do poder aquisitivo. Isso resultou na expansão da classe C.

 Edgar lembra que as classes C e D, quando praticantes religiosos, são ou pelo menos eram, predominantemente católicos. Tradicionalmente a igreja católica sempre atuou em áreas de comunidades menos favorecidas como as periferias. Já as igrejas evangélicas sempre atuaram no entorno geográfico que abraçava os centros das grandes cidades, onde moram e trabalham os integrantes da chamada classe média. "O público da igreja evangélica sempre foi a população mais esclarecida, de melhor poder aquisitivo".

 Professor Menezes afirma não poder avaliar o impacto que essa nova maioria social poderá causar na igreja evangélica, mas lembra que pode ocorrer uma mudança no comportamento do cristão e também nas igrejas. "Os fieis passariam fazer a que todos estão fazendo, como aumentar o consumo de bens e serviços como TV, Móveis, Financiamento da casa própria, Geladeira, Lazer, Vestuário, Tratamento médico e muitos outros. Já a igreja podem ter um aumento maior na arrecadação do dízimo, em especial nas igrejas pentecostais da linha da prosperidade".

 O aumento na arrecadação seria uma forma de agradecimento pelas bênçãos recebidas, mas infelizmente o aumento da renda não leva mais pessoas às igrejas e sim as crises, de acordo com Edgar.

Fonte: Folha Gospel